"Indivíduos surdo-cegos devem ser definidos como aqueles que tem uma perda substancial de visão e audição de tal forma que a combinação das duas deficiências cause extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, de lazer e sociais."
segunda-feira, 1 de março de 2010
Deficição de Surdez-cegueira
"Indivíduos surdo-cegos devem ser definidos como aqueles que tem uma perda substancial de visão e audição de tal forma que a combinação das duas deficiências cause extrema dificuldade na conquista de metas educacionais, vocacionais, de lazer e sociais."
Fundação Selma - Equoterapia
A hippoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde e educação, buscando o desenvolvimento bio-psico-social das pessoas portadoras de deficiência física e/ou mental e/ou sensorial Equoterapia .
O termo Equoterapia deriva do latim equus, que significa cavalo, e therapéia, que significa tratamento. Portanto, EQUOTERAPIA é um tratamento com auxílio do cavalo.
A Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicosocial de pessoas portadoras de deficiência física e/ou mental e/ou sensorial. Modalidade na qual o cavalo é o agente promotor de ganhos físicos e psicológicos.
Reconhecida como método terapêutico pelo Conselho Federal de Medicina desde 1997, a Equoterapia é a utilização do cavalo junto com uma equipe multiprofissional para o tratamento de indivíduos portadores de necessidades especiais.
Um dos programas da Equoterapia é denominado Hipoterapia, no qual o movimento tridimensional que o cavalo gera ao passo é usado como instrumento terapêutico no processo de reabilitação física por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Outro programa da Equoterapia é chamado Educação / Reeducação, onde psicólogos e psicopedagogos trabalham com dificuldades comportamentais ou de aprendizado. Os outros programas são Reeducação Eqüestre, Pré-esportivo e Hipismo Adaptado, onde o paciente é conduzido à prática esportiva adaptada.
A indicação ou contra-indicação para a Equoterapia é feita após uma cuidadosa avaliação médica, fisioterapêutica e psicológica, de forma individual, para proporcionar ao paciente o maior ganho possível dentro desta modalidade terapêutica.
As principais indicações das Equoterapia são:
Paralisia Cerebral;
Lesões medulares;
Traumatismo Crânio Encefálico;
Síndromes Neurológicas ( Down, West, Rett e etc);
Esclerose Múltipla;
Poliomielite;
Mal de Parkinson;
Microcefalia/ Macrocefalia;
Amputação;
Atraso no Desenvolvimento Neuropsicomotor;
Alteraçõe posturais: hipercifose, hiperlordose, escoliose;
Alteração do tônus muscular – Hiper ou Hipotonia;
Hemiplegia, paraplegia, tetraplegia;
Distúrbios do equilíbrio - Ataxias;
Distúrbios emocionais: insônia, ansiedade,estresse;
Distúrbios sensoriais: deficiência visual, deficiência auditiva;
Distúrbios psicossociais: autismo, deficiência mental, alterações comportamentais, distúrbios do aprendizado.
O passo do cavalo transmite ao paciente diversos estímulos que deslocam o corpo no espaço, exercitando equilíbrio, treinando a coordenação e melhorando o esquema corporal. Psicologicamente, ocorre o aumento da auto-estima e auto-confiança. O cavalo torna-se o amigo digno de confiança, contribuindo com suas pernas e seu corpo forte para a melhora de seus pacientes.
Com cavalos especialmente treinados e material totalmente adaptado às diversas necessidades, a Fundação Selma dispõe de profissionais especializados para o atendimento em diversas áreas da reabilitação. Contamos com adaptações como rampa de acesso para cadeiras de rodas, plataformas de apoio lateral, alças, mantas e matérias lúdicos, tudo em um ambiente agradável que favorece o aprendizado e estimula o processo de reabilitação do indivíduo.
A Fundação Selma é pioneira em Equoterapia dentro da cidade de São Paulo e desde 2005 está filiada à Ande-Brasil (Associação Nacional de Equoterapia) o que possibilita as doações e demonstra nossa qualidade de atendimento, oferecendo mais este recurso terapêutico junto a sua clínica de reabilitação com grandes vantagens e comodidade para seus usuários.
Ande Brasil - Equoterapia
Ela emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais.
Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilibrio.
A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e auto-estima.
Aventura Especial

O que se iniciou com o simples objetivo de divulgar essas experiências para ajudar outras pessoas com deficiência na descoberta de novos horizontes hoje cumpre um papel fundamental como referência para milhares de pessoas com deficiência e familiares que encontram na natureza uma forma de expressão e de recuperação psicossocial.
Trabalhar em prol da inclusão das pessoas com deficiência em atividades de ecoturismo e esportes de aventura, propiciando reabilitação física e psicológica através de uma nova forma de relacionamento com a natureza e o meio ambiente.
Incentivar, informar e capacitar pessoas e empresas de modo que se tornem aptos a oferecer condições para que pessoas com deficiência possam ter experiências de lazer em contato com a natureza, diminuindo o preconceito e assegurando que existam opções que permitam a prática do ecoturismo, das atividades e dos esportes de aventura adaptados para aqueles que chamamos de “Aventureiros Especiais”.
É a grande missão da ONG Aventura Especial: lutar contra a verdadeira causa da exclusão da prática de atividades na natureza, que não são as limitações físicas, mas sim a falta de informação e de adaptações físicas e de pessoal qualificado para prestar um atendimento adequado nos locais onde essas atividades são realizadas.
Segundo o IBGE de 2000, no Brasil há 24,5 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, 14,5% da populacao, que estão impossibilitados de ter experiências na natureza como qualquer pessoa.
Objetivos
A ONG Aventura Especial abre urn espaço para a inclusão das pessoas com deficiência dentro das opções de esporte, turismo e lazer na natureza, buscando para isso trabalhar três grandes objetivos:
•incentivar as pessoas com deficiência a ter contato com a natureza;
•sensibilizar a indústria do turismo quanto à necessidade de adaptar pessoal, estabelecimentos e atividades para poder receber os Aventureiros Especiais;
•minimizar o preconceito.
Contato com uma pessoa com deiciência

Trate-as com respeito e consideração. Se for uma criança, trate como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente. Se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
Não as ignore. Cumprimente e despeça-se delas normalmente, como faria com qualquer pessoa.
Dê atenção a elas, converse e vai ver como será divertido.
Não superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.
As pessoas com deficiência mental, geralmente, são muito carinhosas. Deficiência mental não deve ser confundida com doença mental.
Jogos em Santa Catarina
A 6ª. edição dos Jogos Paradesportivos de Santa Catarina (PARAJASC) acontecerá em Itajaí. A escolha do local ocorreu após um pleito realizado por uma comissão de atletas e representantes de entidades de pessoas com deficiências junto ao vereador Marcelo Werner (PCdoB), que encaminhou a solicitação ao prefeito.
O PARAJASC é realizado desde 2005 e, na sua última edição, em 2009, a competição foi sediada na cidade de Caçador e reuniu 1900 atletas. Já em 2010, a expectativa é reunir entorno de 2.500 competidores, que praticarão nove diferentes modalidades: atletismo, natação, goalball, ciclismo, bocha, basquete, vôlei, futsal e xadrez.
A cidade só precisa organizar os detalhes para o evento, acomodar as delegações e oferecer uma boa estrutura para tornar os jogos de 2010 inesquecíveis. Pensando nisso, a prefeitura ainda irá realizar reformas em oito ginásios para garantir a acessibilidade de todos os participantes.
Fonte: Priscila Freitas
Revista Incluir. No. 2, janeiro de 2010.
Entrevista com Marcelo Yuka
Marcelo Yuka: Eu tento dar algo para a sociedde, coisa que ela mesma não deixa a maioria dos deficientes fazer, dar um retorno. Ainda não se percebeu que toda pessoa lesada fisicamente cria um outra virtude. ;Isso é provado cientificamente. Stivie Wonder e Ray Charles tinham aprimoramento musical. Porque o córtex visual, uma vez que não se manifesta mais, amplia outras virtudes do cérebro. É a neuroplasticidade: o cérebro fisicamente, se deorma para dar outras virtudes que possam compensar a perda. Mas isso ainda não pe considerado em termos educativos e trabalhistas no país.
RI: Você acompanha as questões de acessibilidade no país?
MY: Sim, eu acho que o Brasil é um país muito paradoxal. Por exemplo, é um país que é lembrado como uma das grandes arquiteturas no mundo, mas essa arquitetura nunca ponderou a questão dos deficientes. As de Brasília, que tinham uma função socialista no seu desenho, a questão do povo poder entrar ampalmente pelas portas dos plenários, não contemplam as pessoas com mobilidade reduzida. Eu poergunto: não existiam pessoas assim? Mas hoje a violência ataca a todos, fazendo vítimas com poder aquisitivo maior. Isso faz pressão social.
RI: Que obstáculo você vê na luta das pessoas com deficiência?
MY: O preconceito, é maior do que contra os homosexuais. Eu freqüento uma parada anual, na Av Paulista, estamos há anos batalhando para que entre no calendário da cidade como uma questão de entrosamento social, compo é a Parada Gay. A gente não consegue quase nenhum apoio.
RI: Por isso que ocorre?
MY: Existe uma lista de conquistas que os negros tiveram, que os homosexuais tiveram e que nem se compara às nossas. Não é por falta de organização, porque os deficientes vêm há muito tempo se organizando. É por falta de condição para brigar por isso. Dentro da amplitude do que significa a palavra inclusão, acho que estamos no lugar mais maltratado. Talvez só lado a lado com os indígenas.

