sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Campanha de Natal da APBP

NATAL 2010.

Os Pintores com a Boca com e os Pés tem uma reputação estabelecida através de seu talento e criatividade, tanto com o publico em geral como com o mundo da arte. Seus trabalhos podem ser apreciados por meio de exposições de pinturas ou reproduções de suas obras em cartões, calendários e outros produtos.Clique na coleção desejada e aprecie toda a arte e empenho dos Pintores com a Boca e os Pés. Estas coleções mostram uma lição de vida, sendo motivo de inspiração para muitas pessoas


BREVE HISTÓRICO

A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, fundada em 1956 por Erich Stegmann, tem providenciado, por mais de 50 anos, uma vida independente para artistas que não têm o uso de suas mãos. Todos os membros dessa sociedade internacional são incapacitados de pintar usando suas mãos, e todos são beneficiados com a satisfação em poder ganhar seu próprio sustento, independente de caridade.
Uma vez que se tornam"membros" (sócios), seu trabalho deve ser de um padrão que possa competir em estética e base comercial com os trabalhos de artistas convencionais.


INDEPENDÊNCIA, AMOR E ARTE
Os artistas associados recusam caridade, preferindo reter seu respeito próprio competindo em termos iguais com artistas "normais"; eles fazem de tudo para assegurar que sua Associação seja entendida como um trabalho, um negócio, e que não seja confundida com entidades filantrópicas, colorindo assim a apreciação pela sua arte por sentimento.
Fonte: www.apbp.com.br





O IBDD - Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência - foi fundado em 1998 com o objetivo de ser uma instituição diferente.
A consciência da cidadania usurpada, o entendimento da necessidade do uso dos caminhos legais existentes e a crença na imprescindível participação da sociedade para a construção de um Brasil mais justo me levaram a idealizar o IBDD e a fazer dele uma realidade.
O desejo de contribuir decisivamente para construir um novo olhar sobre a inclusão social e a cidadania das pessoas com deficiência e o desafio de que pudéssemos tocar na vida de muitos brasileiros foi minha motivação para criar o IBDD.
A participação na construção de um país menos desigual deu sentido à nossa existência e à nossa luta. Foi com essa consciência que enfrentamos, dia a dia, o desafio de existir, sobreviver, insistir, não desistir, crescer, inovar, ousar. Atender com excelência e capacidade de resolver a cada uma das cerca de 45.000 pessoas que nos procuraram foi uma realização cotidiana.
Teresa Costa d'Amaral
http://www.ibdd.org.br/
Telefone (021) 3235-9290

Seleção Brasileira de futebol de 7 PC ganha Copa América na Argentina


A Seleção Brasileira de futebol de 7 para paralisados cerebrais (PC) conquistou o título de campeã da Copa América da modalidade vencendo a Argentina por 4 a 1 na última terça-feira, no campo da Casa Amarela, do Boca Juniors, em Buenos Aires.
O Brasil, classificado para o torneio por ter sido campeão da Copa do Mundo, chegou ao final com 15 pontos, seguido pela seleção dos Estados Unidos com 10, a mesma pontuação da Argentina, que ficou em terceiro por ter menor saldo de gols.
O Brasil ganhou todas as partidas da competição, que teve a participação de Argentina, Estados Unidos, México, Venezuela e Canadá. A vitória garante uma vaga para as Paraolimpíadas de Londres em 2012, desde que o Brasil participe do Campeonato Mundial em 2011, na Holanda, e chegue entre os 10 primeiros colocados. A base da Seleção Brasileira é o time de futebol de 7 PC do IBDD, tetracampeão brasileiro da modalidade. Dos sete titulares do Brasil, quatro são do IBDD. Dos 39 gols marcados pela Seleção Brasileira na Copa América, mais da metade (22) foram dos jogadores do Instituto. E Wanderson Oliveira, o Robinho, craque do IBDD, foi escolhido o melhor jogador da competição.



Fonte: www.ibdd.org.br

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Jogos Nacionais Special Olympics reúnem mais de 200 atletas com deficiência intelectual em São Paulo

Mais de 200 atletas com deficiência intelectual, de todos os estados do país, se reuniram em São Paulo para disputar os Jogos Nacionais Special Olympics.
O evento promove o esporte em nove modalidades: atletismo, basquete, bocha, futebol, natação, ginástica rítimica, tênis, tênis de mesa e hóquei.
Para o ex-atleta Robson Caetano, que participou do evento, carregou a tocha e acendeu a pira olímpica falou da importância da competição para estimular a prática de esporte entre as pessoas com deficiência intelectual. - Mostra que o esporte é literalmente muito democrático e dá oportunidade para todo mundo.
Quem também esteve na competição foi o judoca Rogério Sampaio, que coordenou a disputa no judô. Oscar Schmidt, o Mão Santa, foi outro que fez a alegria dos competidores.Os Jogos tiveram acompanhamento do Esporte Fantástico, da TV Record.

Todos na mesma escola

Considerações iniciais

Na condição de educadores, caminhada iniciada ainda na década de 1980, com intensiva atuação, devemos confessar que nossa descoberta sobre o debate relacionado à educação inclusiva, só teve inicio há poucos anos.
Mas, verdade seja dita que sempre existiu, entre as nossas preocupações de educadores, a problematização do vigente modelo educacional, principalmente quanto à educação pública, que mais tende a excluir e segregar alunos do que a incluir e ser democrática.
Isso é facilmente comprovado quando são levantados os tímidos resultados quanto à consolidação do direito à educação, em todos os seus níveis, e mais ainda quando avaliamos a presença de alunos com necessidades educacionais especiais nas escolas, dados reveladores de que estamos muito distantes da educação como um direito fundamental de todos os cidadãos.
Confessamos que passamos um bom tempo de nossa prática docente educacional sem despertar para a invisibilidade de um grupo de alunos, sem refletir sobre a individualidade de nossos alunos, sem reconhecer, enfim, a plenitude das possibilidades da diversidade humana, tendo apenas como visíveis os ditos "alunos normais" e, consequentemente, determinando como "invisíveis" os chamados pejorativamente pela sociedade por várias denominações tais como excepcionais, especiais, deficientes, diferentes etc.
Hoje, somando aos nossos sentimentos de democratizar a educação, junto com a nossa atuação como membros ativos do Núcleo de Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais - Napne do Ifpe, é possível dizer o quanto incorporamos, e de forma radical, que a condição de ser aluno, de frequentar uma sala de aula, é um direito de todos. Isso significa, obrigatoriamente, respeitar as mais diversas possibilidades da individualidade humana, e mais ainda as apresentadas na condição de aluno.
A educação para todos exige de nós educadores uma profunda reflexão sobre a dialética da exclusão x inclusão no ambiente da escola, e também o seu significado na sociedade.
Com isso dizemos que o acontecido na sala de aula, tanto seja a exclusão ou a inclusão de alunos, ocorre por direta repercussão do que possamos construir como um novo modelo de sociedade.

Considerações Finais

A inclusão, para acontecer na sociedade e na escola, depende antes de tudo e necessariamente de mudança de valores e da vivência de um novo paradigma, que não se faz com simples recomendações técnicas, como se fossem receitas de bolo, mas com profundas reflexões. Por isso essa questão não é tão simples, pois devemos levar em conta as diferenças, presentes em todos os indivíduos que compõem uma instituição de ensino.
Fundamentais para que haja efetiva inclusão, falamos de mudanças que exigem o esforço de todos, para que a escola possa ser vista como um ambiente de construção de conhecimento, deixando de existir a discriminação por idade e capacidade. Para isso, a educação deverá ter um caráter amplo e complexo, favorecendo a construção de todos ao longo da vida, e todo aluno, independente das dificuldades, poderá beneficiar-se dos programas educacionais, desde que lhe sejam dadas as oportunidades adequadas para o desenvolvimento de suas potencial idades.
Se não oferecemos nenhuma proposta de inclusão que possa ser generalizada ou multiplicada, pois ainda são incipientes essas experiências na educação, no entanto é de consenso que esse processo é de responsabilidade de toda a sociedade, portanto, é preciso que a escola esteja aberta para a “escuta”, favorecendo assim as trocas para a construção do processo de inclusão escolar.
Obs: Trechos extraídos do artigo científico publicado na Revista Nacional de Tecnologia Assistiva - abril/2010.
Gustavo Mauricio Estevão de Azevedo
José Rogério Arruda da Silva

Instituto Superar e Presunic


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Meeting Internacional Paraolímpico comprova força técnica do Brasil

Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2010.
O segundo dia de competições do Meeting Internacional Paraolímpico Loterias CAIXA de Atletismo e Natação comprovou a força técnica dos brasileiros que voltaram do Mundial de Natação (em agosto na Holanda) e se preparam para o Mundial de Atletismo, que será em janeiro, na Nova Zelândia.
“O balanço final do Meeting foi bastante positivo. É uma competição que serve para criar novos ídolos. Os jovens que vêem o Daniel, o Andre,o Yohansson vencendo se sentem estimulados a também entrar no esporte”, destacou o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons. Edilson Alves Tubiba, diretor técnico do CPB, avaliou que o Meeting cumpriu com todos os objetivos técnicos desejados. “Os nadadores mostraram que estão bem, mesmo após o Mundial de Eindhoven, na Holanda, o que nos mostra o alto nível e os atletas do atletismo se apresentaram confiantes e preparados para competir no Mundial da modalidade, que vai ocorrer em janeiro, na Nova Zelândia. Isso nos dá boas expectativas para competição”.

Na pista, o ponto alto do domingo foi o Super Desafio. Os atletas mais rápidos das classes T11, T38, T43, T44 e T46 competiram nos 100m para encerrar o Meeting. A disputa foi extremamente acirrada, mas no fim, quem levou a melhor foi Yohansson do Nascimento, com o tempo de 11seg45, apenas dois centésimos à frente de Alan Fontelles. Em terceiro ficou Antônio Delfino, tricampeão do desafio.

“Brinquei com o Delfino que eu tinha que quebrar o jejum de três anos de prata, sempre atrás dele. Vamos ver se agora eu conquisto o tri também”, disse entre sorrisos Yohansson. “Essa prova é extremamente motivante. Só tinha atletas de renome, rápidos na pista”, justificou.

Depois de Jonathan Santos ter quebrado o recorde mundial do lançamento de disco, no sábado, neste domingo a marca do mundo ficou por conta da atleta da Lituânia, Ramune Adomaitiene, F38, que lançou o dardo a 29m36, aumentando em quase um metro o recorde mundial, que durava desde 2004. Já Odair dos Santos, que havia prometido uma surpresa para a prova dos 1.500m T11, ficou a apenas um segundo do recorde mundial ao terminar a prova em 4min06seg92. O fundista conquistou com o resultado o recorde brasileiro, que antes era de 4min14seg80.

“No final da prova eu acabei relaxando, me soltando. Perdi para o marroquino e deixei escapar o recorde mundial”, lamentou. Mas mesmo assim Odair sai do Meeting animado. “Agora eu sei que tenho todas as condições de quebrar o recorde mundial na próxima competição (a última etapa do Circuito Loterias CAIXA Brasil Paraolímpico, que será de três a cinco de dezembro, em Porto Alegre). Assim, no Mundial, em janeiro, estarei muito bem”, justificou. Outras duas brasileiras melhoraram seus recordes nacionais. Jenifer Martins dos Santos, mesmo com o quarto lugar no Super Desafio feminino, quebrou mais uma vez o recorde brasileiro dos 100m T38, com 14seg10.

Já Marivana Oliveira ficou com a prata no lançamento de dardo com 22m01, mas melhorou em mais de dois metros o recorde brasileiro, que já era seu. No total de 22 provas dos dois dias de competição, os brasileiros saíram com 42 medalhas no atletismo, sendo 15 de ouro, 15 de prata e 12 de bronze. Favoritismo confirmado na piscinaPouco mais de um mês depois de voltar do Mundial de Natação, na Holanda, os atletas confirmaram porque são os melhores do mundo.

Andre Brasil e Daniel Dias, donos de 14 medalhas de ouro na competição de agosto, tiveram 100% de aproveitamento no Meeting Internacional Loterias CAIXA de Atletismo e Natação.

“Foi muito bom depois do Mundial ter uma competição desse nível no Brasil, com os nossos maiores adversários, e, o que é mais importante, repetindo as vitórias”, destacou Daniel, que venceu neste domingo os 100m livre e os 50m borboleta S5. “Depois que ganhamos tantas medalhas, não podemos nos apresentar mal”, justifica Andre. Para Clodoaldo Silva, que conquistou mais dois bronzes hoje, é mais que isso: “Esta é a quarta edição do Meeting, sempre trazendo os melhores atletas do mundo.

Isso estimula o atleta a, mesmo não estando no melhor de sua forma, fazer o melhor dos seus tempos.” Outro que se destacou foi o sul-africano Charles Bower. Apesar da sede de revanche do brasileiro Carlos Farrenberg, que queria quebrar a série de vitórias do adversário desde o Mundial, e ficou a um centésimo dele nos 50m livre T13 ontem, Bower venceu os 100m livre neste domingo com facilidade. “Na África do Sul não é tão quente aqui para nadar. E isso ontem me atrapalhou bastante. Mas o Carlos é um grande nadador. Acho que pesou a meu favor o fato de que descansei apenas por uma semana, já estou treinando pesado há mais tempo”, justificou Charles. Neste Meeting foi estreada a nova comissão técnica de natação.

Segundo Murilo Barreto, coordenador técnico da seleção brasileira, a competição foi importante para integrar a equipe e mostrou a força dos atletas. “Os nadadores brasileiros mostraram que mesmo após o grande esforço da equipe na Holanda, e após um período de férias de alguns atletas, eles estão bem. Isso os motiva a terem força para a última etapa do Circuito.”


Foto: Beto Monteiro- Exemplus/CPB

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